Mais espertalhice

王城陈蓉“Em vésperas de aprovar a anunciada regulamenta??o que vai apertar as condicionantes ambientais e dar mais poder aos municípios, a Direc??o-Geral de Energia e Geologia assinou nove contratos de prospec??o e sete de explora??o a dar direitos aos promotores.”

Questionado pelo P?BLICO sobre quem s?o os promotores destes contratos, e a que minerais se referem, a mesma fonte secundou a resposta que já havia sido dada pela DGEG, quando confrontada pelo P?BLICO: o site da DGEG está a ser actualizado, pelo que só em meados de Julho ou Agosto deverá ser possível consultar toda a informa??o destes contratos que, por lei, ter?o de ser publicados.

Desculpa mais esfarrapada. Nem sequer podemos saber se s?o contratos protegidos pelo mecanismo ISDS (Investor-State Dispute Settlement), que nos condena ao pagamento de montantes exorbitantes caso os futuros lucros de investidores estrangeiros venham a ser prejudicados.

E n?o nos iludamos: Sobre a quest?o da contesta??o feita pelos movimentos cívicos, e depois de admitir que essa luta n?o tem sido “agradável”, Galamba diz que n?o se sentiu politicamente prejudicado. “Quando se tem confian?a no trabalho que se está a fazer n?o nos podemos deixar abalar por minudências”, afirmou.

Somos, pois, minudências.

O que isto revela.

Sem comentário

“(…) o MP “entende que as decis?es políticas tomadas entre 2005 e 2011 sobre a negocia??o de contratos de subconcess?es de autoestradas e scuts, ter?o lesado o estado em cerca de três mil e quinhentos milh?es” de euros. A investiga??o da Polícia Judiciária já estará concluída.?

Três ex-ministros – Teixeira dos Santos, Mário Lino e António Mendon?a – e dois secretários de Estado – Paulo Campos e Carlos Costa Pina – est?o a ser chamados “à vez”, para serem ouvidos pelo juiz Carlos Alexandre.

Em causa est?o suspeitas de gest?o danosa, participa??o económica em negócio, prevarica??o ou abuso de poder.”

A paga é o Chega.

S. Jo?o, santo bonito

? meu rico S. Jo?o,
Sou portuense e benfiquista.
Mas, francamente, deixaste que o FC Porto
Ganhasse ao Boavista?

Sabes tu e sei eu
Que Porto é 王城陈蓉 cidade e FC Porto um clube.
Talvez esteja na altura
De os andrades, fac??o moreira, mudarem de atitude.

S?o Jo?o, santo bonito,
Agora é que s?o elas…
Vai daqui um grande abra?o
Portuense de Bruxelas.

***

Bom S. Jo?o!

? meu rico S. Jo?o
Sabes o que era sensacional?
O Porto Campe?o
E um Portugal mais liberal

Mesmo sem gente na rua
Esta noite será sempre tua
N?o há festas para as multid?es
Mas temos a Liga dos Campe?es

Rasca

Este indivíduo redefine o que é ser rasca.

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Sobre o atribulado processo de desconfinamento, o oportunismo político e as várias narrativas que proliferam

1) Tal como muitos de nós previam, o desconfinamento, em grande parte for?ado pela elite económica, com o alto contributo da obediência canina do governo, levou a que muitas pessoas baixassem a guarda, convencidas de que a pandemia tinha chegado ao fim. N?o só n?o chegou, como pode perfeitamente piorar e colocar o país numa situa??o mais crítica do que a inicial, com custos ainda mais elevados para a saúde pública, para a economia e para a imagem de Portugal no exterior.

2) Por todo o lado, mas com especial incidência nas regi?es de Lisboa e Algarve, multiplicam-se os ajuntamentos, desde festas ilegais a encontros “espont?neos” junto de bombas de gasolina ou zonas de divertimento nocturno, n?o esquecendo algumas manifesta??es, mais ou menos inevitáveis, mais ou menos desnecessárias, mas também cerimónias religiosas em Fátima, que foram já palco de pelo menos uma concentra??o de algumas centenas de pessoas, e onde hoje foi reportado um pequeno foco de contágio. Mas a Festa do Avante, que ainda n?o aconteceu – e que, a meu ver, n?o devia acontecer – é o único problema que inquieta algumas pessoas. Percebe-se bem porquê. [Read more…]

Moisés Ferreira ARRASA o youtuber André Ventura, o deputado que andamos a sustentar e que n?o quer fazer nada

O neofacho de servi?o, que falta constantemente ao servi?o, foi novamente arrasado no Parlamento. Por faltar constantemente ao servi?o. Traduzido para chegófilês, André Ventura anda a mamar milhares de euros do Estado para faltar ao trabalho. Um parasita parlamentar, que, segundo a revista Sábado, faltou a mais de 54% das reuni?es das comiss?es parlamentares a que pertence, e que na semana passada foi ao Parlamento pedir uma comiss?o de inquérito para fiscalizar a aquisi??o de equipamentos de combate à pandemia, quando, para esse efeito, já tinha sido aprovada uma comiss?o eventual. Com a Olá, é “fruta ó chocolate”. Com o Chega é “baldas ó incompetência”.[Read more…]

O Or?amento Suplementar para 2020 é uma treta

Europe has now become the world’s beating heart of solidarity.
Ursula von der Leyen

Wir haben jetzt angeboten, da? 1000 freie… freiberufliche Interpreten
Florika Fink-Hooijer

***

Foto: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA [https://bit.ly/2CrHxJP]

De saída do Governo, n?o satisfeito com um OE2020 que é uma mentira e uma vergonha, Centeno anexou-lhe um Or?amento Suplementar que é uma treta. Este Or?amento Suplementar da treta, aprovado anteontem, foi apresentado pelo estreante ministro Jo?o Le?o. O PS votou a favor e fez mal. O PSD, o BE, o PCP, os Verdes, o PAN e Joacine Katar Moreira abstiveram-se e fizeram mal. O CDS, o Chega e a Iniciativa Liberal votaram bem, mas infelizmente n?o foi pelas melhores raz?es ortográficas. Efectivamente, o pacote anteontem aprovado faz jus ao caos or?amental iniciado com o OE2012, provocado por gente deslumbrada com a RCM n.? 8/2011 que o Governo decidu mandar p?r em cima de uma oliveira, para gáudio dos crentes.

Aquilo que anteontem se aprovou na Assembleia da República foi uma proposta (pdf), onde se refere, por exemplo:

  • respetivo sector de atividade” (p. 35);
  • “entidades do sector público” (p. 38);
  • “solidariedade sobre o setor bancário” (p. 41);
  • “suportada pelo setor financeiro à que onera os demais setores” (p. 41);
  • “passivos por ativos n?o desreconhecidos em opera??es de titulariza??o” (p. 43);
  • “Ambiente e A??o Climática” (p. 28).

A proposta traz com ela mapas (pdf), nos quais encontramos “RESPECTIVOS?SERVI?OS SOCIAIS” (p. 2).

Além disso, temos o sempre esclarecedor relatório (pdf), no qual podemos rever estas deliciosas e correctíssimas grafias:

  • ac??o social” (p. 10);
  • activos?financeiros (excepto privatiza??es)” (p. 14).

O pacote anteontem aprovado é uma enjoativa salada or?amental suplementar e deveria fazer corar de vergonha quem a aprovou e quem com ela é conivente.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

***

Mania das Grandezas

Portugal, tal como o resto do mundo, está a atravessar uma pandemia. Devido à mesma, teremos enormes consequências na vida das pessoas, principalmente pelo abalo que a economia levou. Talvez algumas pessoas agora percebam que n?o é a economia que mata. Durante os últimos meses, os profissionais de saúde têm sido bastante elogiados pelo combate ao vírus. Chega a ser comovente a entrega destes profissionais que têm vidas humanas nas suas m?os. Em Fran?a, o Governo garantiu dar até 1500 euros de bónus a profissionais de saúde. Na Alemanha, vai ser aumentado o salário aos mesmos.[Read more…]

Nacional-parolismo em tempos de covid

Lamento ser o desmancha-prazeres, mas estou convencido que fomos a terceira ou quarta escolha para receber a final da Liga dos Campe?es. N?o deve haver muito quem se queira meter nisto, neste momento. E acrescento que isto pode correr duplamente mal. Por um lado, porque a zona de Lisboa está a bra?os com uma situa??o muito delicada, no que à propaga??o do vírus diz respeito. Por outro, porque se algo correr mal, nomeadamente a nível de contágios, os holofotes que chegar?o de todo o mundo para cobrir a bola, ser?o os primeiros a crucificar a imagem imaculada que o turismo português ainda tem. E isso poderá causar danos irreparáveis da nossa galinha dos ovos de ouro.

Sei bem que n?o é uma opini?o popular. O futebol é soberano e ai de quem se lhe oponha, seja lá de que maneira for. E essa soberania absoluta, quase totalitária, ficou bem evidente no momento de nacional-parolismo imortalizado pela foto em cima, com este grupo de simpáticos convivas, que, sem grande coisa para fazer, se reuniu para uma grande cerimónia protocolar de elogio desbragado ao grande conseguimento da pátria. Com honras de abertura de todos os telejornais, como se tivesse sido encontrada a cura para a covid-19. ? o que temos.

Bolsonaristas feministas

Brasil é cheio de sinhazinhas que usam o discurso do feminismo para manter privilégios , conforto e perpetrar o ódio. Os castigos ,dado até as crian?as negras e indigenas no Brasil colonial, é um tema indigesto. As mulheres negras eram mutiladas depois de serem estupradas pelos senhores, a mando das sinhás.

Conheci várias descendentes. Evocam uma luta por conveniência. D?o esc?ndalo e promovem grande ca?a-a-bruxas nas redes mas na hora H? s?o capazes de dar crian?as a c?es ou jogar no elevador.

Um dos episódios recentes foi a pris?o de uma delas, defensora ferrenha do bolsonarismo e ideias de supremacia branca. Ridícula e perigosa.

Muito cuidado com elas meus queridos.

Percep??es

A motiva??o e o propósito de Costa nunca foi o governo do País. Muito menos, o bom governo do País. O único objectivo que o motiva, é a gest?o das percep??es que os Portugueses têm do que faz.

N?o lhe interessa nada se, na verdade, crescemos economicamente, se os Portugueses ganharam poder de compra, se baixamos a nossa dívida pública, etc., e mais recente e preocupantemente, se a gest?o da pandemia em Portugal foi competente e eficaz. N?o, o que realmente pretende é que os Portugueses (ou pelo menos, a sua maioria) pensem que sim. E para isso, vale tudo. Mentiras, meias-verdades, omiss?es e de vez em quando, mesmo muito de vez em quando, até a realidade. Se der jeito.

Durante os governos de Costa ultrapassamos máximos históricos (isto quer dizer que nunca e em momento algum foram t?o altos) quer no montante global da nossa dívida soberana quer no valor de impostos que pagamos. Isso é importante? Para nós, sim. Para Costa, o importante é que as pessoas tenham uma percep??o diferente. Que pensem que acabou a austeridade e que estamos a dever menos. E se para compor o ramalhete for necessário um superavit or?amental, ele arranja-se. Como? Fácil. Por exemplo or?amenta-se 10ME para um qualquer sector (educa??o, saúde, etc.), mas, na prática, só se autorizam gastos no máximo de 5ME porque se cativa outro tanto. E depois lá vem o deslumbrado do Centeno anunciar: olhem, sou t?o bom que até ponho esta coisa a dar lucro. E os Portugueses arregalam os olhos e, bo?almente, acreditam.

Com a pandemia foi e é a mesma coisa. Somos o 15? País do mundo com o maior número de mortes por milh?o de habitantes. Explicando, somos o 15? País do mundo onde mais se morreu por covid-19, em termos comparativos. Isto é, temos 14 Países onde a coisa, realmente, correu pior, mas temos mais de 180, repito 180 onde correu melhor e muito melhor.
Na última semana, somos o 2? País da UE com mais infectados novos. Ou seja, somos o 2? País da UE onde o controlo da pandemia se encontra mais longe, ou melhor, somos o 2? País com maior descontrolo. Claro que até aqui andamos a comer com a história do milagre português e ficamos muito ofendidos quando a ?ustria ou a Grécia abrem as suas fronteiras a quase todos, mas n?o a nós.

E neste País em que o futebol reina (confesso que também fa?o parte desses súbditos) haverá algo melhor para ajustar a percep??o que quatro quartos de final, duas meias finais e uma final da Liga dos Campe?es? E onde? Na cidade que, ainda, n?o nos deixou conseguir o controlo da pandemia e que nos últimos 15 dias nos colocou, mesmo, na cauda da UE. Uma cidade que só n?o viu ser-lhe imposta uma cerca sanitária porque, enfim…é a capital.

E os ganhos que esses jogos nos trazem superam os riscos que vamos correr? N?o, claro que n?o. Mas para parolos como nós somos, isso n?o interessa nada. O que interessa é a imbecil vaidade de receber a decis?o da Liga dos Campe?es.

E, realmente, vista por este prisma de pequenos pav?es provincianos, a escolha de Lisboa come?a a n?o parecer completamente estúpida.

No jornal A Bola, escreve-se à bruta

EVH. Now, we had an eleven-point deal and three points went to Ted, our producer.
DLR. Ted still makes more money than I do on those first two records.
EVH. Oh yeah, he makes more than all of us.
AVH. But he’s still Ted.
— VH (2012)

***

Ia aproveitar o ser?o para escrever umas notas sobre este diálogo entre Steve Jones e Kim Thayil:

Steve Jones. … and we’re here with Kim /fe?l/ — am I saying that right?
Kim Thayil. Yeah, pretty much.
Steve Jones. OK. How would you say it?
Kim Thayil. /θ??l/.
Steve Jones./f??l/!
Kim Thayil. /θ??l/.
Steve Jones. Like a file [f??l].
Kim Thayil. No. Thayil rhymes with ‘smile’, I suppose. TH. I’m sure my family pronounces it incorrectly, I’m sure there is a traditional Indian pronunciation.

Todavia, as minhas voltas foram trocadas pelo jornal que gosta de resistir em silêncio e ceder, em vez de viver plenamente uma vida democrática.

Efectivamente, em vez de me debru?ar sobre o interessantíssimo TH-fronting, vi-me obrigado a perder tempo com um título escrito à bruta.

***

Milagres

Desgra?adamente, é isto:

https://www.endcoronavirus.org/countries

Inês de Sousa Real ARRASA André Ventura

Com muita eleva??o, Inês de Sousa Real reduziu André Ventura à sua insignific?ncia. E tocou no ponto central da inutilidade do Chega: n?o apresenta propostas, n?o traz nada de novo, n?o tem nada para oferecer. Só discursos fáceis e populistas, desenhados para alimentar a máquina demagógica e fundamentalista do partido unipessoal deste político sem escrúpulos, que deixou a espinha dorsal na universidade e está disponível para vender a alma ao diabo que pagar mais. O Chega é inútil, excepto no que a agenda pessoal de André Ventura diz respeito. Um mero meio para atingir um fim.

Um futuro negro

Lembro-me do princípio da pandemia (parece que foi há anos). Lembro-me de, ingenuamente, esperar que a tragédia global que se adivinhava tivesse, pelo menos, o cond?o de funcionar como um “click” para impulsionar a ra?a humana para uns degraus acima na escalada da evolu??o. Sei que n?o fui o único.

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Almada, Pessoa e a coincidência entre uma e outra coisa

Só o sinal é constante, os símbolos s?o epocais.
Almada Negreiros

Uma coincidência é uma incidência, ou seja, uma ocorrência (acidental), de dois ou mais fenómenos. Anteontem, dia 13, foi o aniversário natalício de Fernando Pessoa. Hoje, dia 15, é o quinquagésimo aniversário da partida de Almada Negreiros. Ontem, dia 14, com a ajuda do Almada, entre uma e outra coisa, como diria Caeiro, escrevi esta defesa de Pessoa contra aqueles que dele se querem apropriar, sejam eles liberais, socialistas, linguistas, comunistas, biólogos, anarquistas, tradutores, democratas, advogados, fascistas, médicos, escultores, empregados de café, fachistas, taxistas, empregados bancários, electricistas, pintores, afagadores, tachistas, modistas, tradutores, achistas, intérpretes, obamistas, engenheiros, agricultores, professores, trumpistas, mec?nicos, investigadores ou outros quaisquer. Ontem, houve uma coincidência.

***

Governo prostituto e traidor

“Empresas ligadas a offshores sem restri??es nos apoios da covid-19 – Governo defende que impor limita??es a empresas controladas a partir de paraísos fiscais ou donas de empresas aí sediadas colocaria “constrangimentos” na resposta à crise.”

Mais uma prova cabal da flexibilidade de encaixe no que toca a falta de ética, em troca de chegar às uvas. PS, PSD,?CDS-PP e?Iniciativa Liberal juntinhos para nos lixarem e lamberem as botas aos aldrab?es.

Fran?a, Bélgica, Itália, ?ustria e Polónia e Dinamarca tiveram coluna vertebral. Os outros oferecem-se a quem lhes passa umas notas à frente do nariz.

Com que moralidade exige este governo que lhe paguemos impostos???

Inominável

“Grupos armados, de cara tapada, já ter?o matado mais de 1.100 pessoas, em cerca de dois anos e meio, e há mais de 200 mil deslocados a precisar de ajuda humanitária…aquilo por que a popula??o de Cabo Delgado tem passado é uma coisa inominável”.

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?rvores do Algarve III

Fernando Pessoa e a inteligência sem cortinas

O inglês, a língua mais rica da Europa pela jun??o dos elementos “anglo-sax?es” com os latinos, (…) naturalmente, enferma de uma estrutura do verbo relativamente acanhada e que só com uma prolixidade de emprego dos verbos auxiliares de certo modo se redime.
Fernando Pessoa

Retrato de Fernando Pessoa, de José de Almada Negreiros [https://bit.ly/2BXJWLN]

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Quando políticos falam sobre língua e sobre assuntos directa ou indirectamente com ela relacionados, é certo e sabido que tais iniciativas trazem água no bico. Segundo a Iniciativa Liberal?(em chilreio antigo, só entretanto lido), Fernando Pessoa “foi uma das principais figuras do liberalismo português”. Para justificar t?o ousada afirma??o, a IL cita Fernando Pessoa:

Há servi?os de Estado em muitos países, que trabalham com deficit?previsto para beneficiar o consumidor. Como, porém, esse consumidor é ao mesmo tempo contribuinte, o que o Estado lhe dá com a m?o direita, terá fatalmente que tirar-lho com a esquerda. O consumidor é, no fim, quem paga o que deixa de pagar.

Sendo correctíssima quer a cita??o feita pela IL, quer a seguinte descri??o de Pessoa sobre si próprio

Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário,

também n?o é menos verdade que Pessoa escreveu esta maravilha:

Uma criatura de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obriga??o cerebral de mudar de opini?o e de?certeza várias vezes no mesmo dia. Deve ter, n?o cren?as religiosas,?opini?es políticas, predilec??es literárias, mas sensa??es religiosas, impress?es políticas, impulsos de admira??o literária.
***

Jornalismo versus Cidadania


[Salomé Correia]

Um dos trabalhos mais importantes dos jornalistas é verificar a veracidade do que escrevem. Todo este artigo, do texto à imagem escolhida (convenientemente de protestantes que fazem parte do movimento Black Lives Matter) leva quem o leia a pensar que estes protestantes se est?o a tornar violentos e a atacar a polícia.

Ora, eu estou cá – eu leio as notícias e vejo vídeos e conhe?o pessoas que por acaso até têm feito parte de algumas das manifesta??es.

A primeira coisa a apontar é que estas pessoas que est?o, hoje, realmente a ser violentas, s?o de extrema direita – tendo efectivamente utilizado SAUDA??ES NAZIS durante as suas demonstra??es. N?o vejo isso a ser partilhado. Aliás, no artigo, a única coisa que dizem sobre estas pessoas é: “Alguns membros do grupo de extrema-direita Britain First foram hoje à Pra?a do Parlamento, segundo relatos dos meios de comunica??o social, acompanhando o líder Paul Golding para proteger os monumentos.
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Má-fé

Um Povo que se consegue indignar com tudo e mais alguma coisa (desde que a causa da indigna??o obede?a aos altos critérios do politicamente correcto), mas que aceita fleumaticamente isto, é um Povo que pede e, já agora, merece que o enganem, que o explorem e que o gozem.

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Medrosos

Imaginem uma povoa??o com cerca de 1000 pessoas em que 950 ficam em casa caladinhos e os outros 50 vêm para a rua gritar muito e histericamente. N?o tenham dúvidas, esses 50 v?o parecer 500, 600 ou 700 e o que berram vai aparentar ser o pensamento dominante.

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N?o apareceram filmagens

Nem políticos mostrando indigna??o e solidariedade para com o trabalhador agredido…

?A maior estátua de todas?

Foto: Hugo David (https://bit.ly/2YpDTqY)

Se os vossos feitos foram romanos, consolai-vos com Cat?o, que n?o teve estátua no Capitólio. Vinham os estrangeiros a Roma, viam as estátuas daqueles var?es famosos, e perguntavam pela de Cat?o. Esta pergunta era a maior estátua de todas. Aos outros p?s-lhes estátua o senado, a Cat?o o mundo.
— Padre António Vieira, imperador da língua portuguesa, “Serm?o da terceira quarta-feira da Quaresma

***

Ontem, depois de ter ouvido a notícia da vandaliza??o de uma estátua do Padre António Vieira, fui reler o Serm?o da Terceira Quarta-feira da Quaresma, de 1669. ? um dos textos mais bonitos daquele a quem Pessoa chamou o imperador da língua portuguesa. Neste serm?o de Vieira, encontramos uma máxima que me acompanha há mais de trinta anos: [Read more…]

40 mil mortes no Brasil.

O Brasil ultrapassou a marca dos 40 mil mortos pela covid19.

Walcott para quatro semanas?

Claro que n?o. Walcott pára quatro semanas. Efectivamente,?A Bola n?o adopta o AO90.

25 depois da morte de Alcindo Monteiro, no país onde o racismo “n?o existe”

Se fosse vivo, Alcindo Monteiro teria hoje 52 anos. Azar o dele, foi apanhado pelos “festejos” do 10 de Junho de 1995, que, em extrema-direitês, significou passar a noite a espancar negros no Bairro Alto. Alcindo foi um deles, apanhado por uma matilha raivosa de escumalha skinhead, e n?o resistiu aos ferimentos. Como ele, vários outros negros foram espancados nessa noite. Felizmente, mais nenhum faleceu.

Dizer que Portugal é um país racista é uma falácia. Dizer que n?o existe racismo em Portugal é desrespeitar a memória de Alcindo Monteiro, e de outros, que, de formas mais ou menos bárbaras, sofrem, ainda hoje, discrimina??o com base na sua cor de pele. E importa n?o esquecer que, alguns destes racistas violentos, com longos e assustadores cadastros, transitaram recentemente de organiza??es neonazis para o partido unipessoal daquele cujo nome n?o pode ser mencionado.[Read more…]

Dia de Portugal

Mais importante do que nos orgulharmos da nossa História e das nossas gentes é refletirmos no que podemos fazer para melhorar sempre este país.

Viva Portugal!